quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Vida...

Vida


Ser cadente,
És como a forte brisa do  mar,
Como um sonho, esperança, amor,
Lembrança!
És sentimento selvagem passageiro,
Que passa, passa, verdade que passa.
Mas fica,
Fica vermelha marte?
Azul constelação,
Vênus?!
O mar,
Amar submergido,
Ao mar?
Amar com pedras,
Pedras do profundo,
Tom azul profundo.
És enorme labareda que queima, queima,
Desintegra e queima!
Molde de jade,
Delicado molde!
Que molda felicidades?
As razoes do ser?!
Viver, ser ou viver?!
Uma gota d'água infinita,
Más finita no tempo,
És tanto em tao pouco?!
Uma mentira em meio a realidade?!
És uma prisão em meio a liberdade?!
Complexa.
Complexa fechadura!
Que tranca a razão?
A fonte de sabedoria?
És corrente pesada,
Corrente passada,
Passado?!
Apenas isto?!
Uma flor em meio ao vale!
Um Leão em meio ao deserto,
És tao grande?!
Cheia e vazia?!
Ou  apenas  vida?!
Vida que passa,
Vida que fica.

(Guilherme A. Moreno)