terça-feira, 19 de julho de 2016

Viver Igual

Estudar pra que?
sofrer, viver, não usufruir,
as vezes e necessário regredir pra crescer,
cair pra baixo!
subir pra cima!
nunca recuar,
não existir pode ser melhor do que não amar!

Ficar a toa!
feliz dentro da prisão,
fonte da aguá?
fila de libertação,
esperar o dia emfim ao seu final chegar,
noutro dia novamente murchar,
de novo,de novo e de novo sem parar!

Uma bomba sufocante de asma usar!
acorrentado em camisa de Vênus andar!?
crucificado, espancado, nas costelas marcado,
o que e certo o que e errado?
quem disse que o meu certo e o certo de ninguém!?
lembrar? me esqueci!
sonhar? com insonia acordei!

Desesperado percebi!
viver não e diferente de sentir,
a monotonia todo dia,
morto, sepultado e com a cova em pé,
o solo muda com o tempo eu fico igual!?
já tentei ser belo natural,
mas o que e tentado tornasse sempre artificial!

Meu oficio e andar por ai seguir igual,
diferente o caminho um rali,
chegando sempre no mesmo local,
tudo igual de novo outra vez!
mudei pra que?!
alongar, encurtar,
e sempre menos chato evitar.

Ha um motivo para minha solidão?
sangrar transparência!?
ignorado, armado por motivo
amado....?
noutra face odiado!

Sentir o clima todo dia,
oportunidade passa,
quero o que quero que não quero,
se enganar em mim,
no fim sempre igual mas diferente mas iguais.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Mascara Fosca

Mascara fosca
    
   Vazio era o momento,
Cujo desejei ter asas,
asas que me levassem aos céus,
libertando-me das trevas que sonhei.
    Contudo as asas que deram-me,
não batem,
não brilham,
nas minhas costas pesam,
empurrando-me ao chão.
    As lagrimas da minha alma não mentem,
remetem aos meus sete pecados capitais,
entregando mentiras minhas a mim,
com ferro acerta-me no figado,
pois já não sinto um coração.
    Com as penas de meu falso alado ser,
costurei uma branca mascara,
fosca e imutável,
não para minha face,
mas para meu ferido coração.

terça-feira, 15 de março de 2016

Lagrimas Sob a Venda...

Lagrimas Sob a Venda

   Havia um tecido preto,
escuro como o céu,
quando todas as estrelas cairão,
o rastro de poeira ali permaneceu,
espalhado no irregular.
   Havia ali um deserto,
seco, árido, sombrio e estonteante,
a poeira se ajuntava em rios,
itensas cachoeiras de alma lamentante,
irregular emoção.
   Havia ali um desejo,
utopia colorida na cor do oceano,
mas nos pés abriam-se rochas de solidão,
luz amiúde,
desabrocha das lembranças,
dos sentimentos ocultos.
   Vinha como um jato de razão e verdade,
assombrava os sentimentos vãos,
trazia consigo vontades,
uma verdade de mel salgada.
   Sob as flores de um campo,
onde ninguém haveria de procurar,
enterrava ali meus alicerces de dor,
deixando desabar em fim,
um teto de amarguras ,
para regar o meu jardim.