Lagrimas Sob a Venda
Havia um tecido preto,
escuro como o céu,
quando todas as estrelas cairão,
o rastro de poeira ali permaneceu,
espalhado no irregular.
Havia ali um deserto,
seco, árido, sombrio e estonteante,
a poeira se ajuntava em rios,
itensas cachoeiras de alma lamentante,
irregular emoção.
Havia ali um desejo,
utopia colorida na cor do oceano,
mas nos pés abriam-se rochas de solidão,
luz amiúde,
desabrocha das lembranças,
dos sentimentos ocultos.
Vinha como um jato de razão e verdade,
assombrava os sentimentos vãos,
trazia consigo vontades,
uma verdade de mel salgada.
Sob as flores de um campo,
onde ninguém haveria de procurar,
enterrava ali meus alicerces de dor,
deixando desabar em fim,
um teto de amarguras ,
para regar o meu jardim.
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