quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Vida...

Vida


Ser cadente,
És como a forte brisa do  mar,
Como um sonho, esperança, amor,
Lembrança!
És sentimento selvagem passageiro,
Que passa, passa, verdade que passa.
Mas fica,
Fica vermelha marte?
Azul constelação,
Vênus?!
O mar,
Amar submergido,
Ao mar?
Amar com pedras,
Pedras do profundo,
Tom azul profundo.
És enorme labareda que queima, queima,
Desintegra e queima!
Molde de jade,
Delicado molde!
Que molda felicidades?
As razoes do ser?!
Viver, ser ou viver?!
Uma gota d'água infinita,
Más finita no tempo,
És tanto em tao pouco?!
Uma mentira em meio a realidade?!
És uma prisão em meio a liberdade?!
Complexa.
Complexa fechadura!
Que tranca a razão?
A fonte de sabedoria?
És corrente pesada,
Corrente passada,
Passado?!
Apenas isto?!
Uma flor em meio ao vale!
Um Leão em meio ao deserto,
És tao grande?!
Cheia e vazia?!
Ou  apenas  vida?!
Vida que passa,
Vida que fica.

(Guilherme A. Moreno)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Lua Que Navega

Lua Que Navega

Navegável, Navegante
És ela?
e seu cabelo esvoaçante
cujo seus fios finos curvados
entrelaçados e laçados
laçaram a sua lua!?
lua velha, lua nossa
lua nova?
Velejável, Velejante
És dela?
longe és pequena
no céu
ou seras grande?
és na vossa face os dois
branco, preto
contraste!
Castanho escuro és sua alma
funda, profunda
És minguante sorridente
que em seu coração ardente
pulsante baluarte
e sempre de boa vontade
expande, cresce
multiplica nossos espelhos da alma
da alma da vontade
da noite?
do céu?
do mar?
Vogue sobre o mar
mar das verdades
mar das excelentes amizades
traçando bombordo, 
estibordo da razão
Razão de dar amor
sem nada em troca esperar.

(Guilherme A. Moreno)

''Para um amigo(a) importante.''







quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Vale Seco

Vale Seco

Ó vale de flores
Rosas e jasmins
Como pode as tuas flores murcharem sem razão?
Na sua imensidão verde úmida cresce
Cresce viva e florescente mãe apaixonada
Que com leite das rosas rega os secos lábios de seu filho
Ó criança cantante
Cantas ave do campo
Com sua doce intrigante cancão
Intrigante orquestra de pianos
Cujo maestro mexe, balança seu braços ao ar
Espera voar assustada as vozes aladas
Como os anjos saciados que ascendem ao céu
Ó menino, menina solitária, e franzino que luta
Luta no campo úmido,campo de batalha
Dentro do ringue da vida
Mundana!
Justa e injusta aos olhos nossos.
Balançante
Estremece barco navegante que navega em águas agitadas!
Num tropeço, na ponta do iceberg
A ponta inicial de um cadarço
No fim da vida!?
Esperança que afunda em águas gélidas
Que se afunda no mar
De águas molhadas, salgadas
Amargas.

(Guilherme A. Moreno)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Quem Prefere A Guerra à Paz?...

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Ela estava la, no meio da guerra, mesmo assim a ignorava, divertia-se cegamente ate que o pior acontecesse, e aconteceu, em meio a uma explosão a menina perdeu suas pernas, agora tudo que lhe restava era apenas uma lembrança, do que já havia sido e nunca mais haveria de ser, pois a alegria de correr sobre a grama lhe havia sido tirada, por patifes egoístas, mas ela lembrava que sonhos nunca são impossíveis de serem alcançados, e um dia um sonho lhe aconteceu, mas não um sonho comum, um de ser diferente, e com isso mudar o mundo, um mundo dividido onde guerras sem sentido separavam as pessoas e as velavam da verdade, que afinal só guerreia quem quer, não é?

(Guilherme A. Moreno)

Riquezas sao verdadeiras?... (África)

Riquezas sao verdadeiras?

A riqueza foi descansar
no outro lado do mar
se vestiu em cultura
arte e religião

Através de uma mascara de marfim se escondeu
sob um rio estremeceu
com o reflexo da lua branca no alto
chicoteando e socando ate não mais aguentar

A beleza negra do ébano nas mãos
a riqueza dourada do ouro nos pés
a pureza mais transparente como um diamante a brilhar
foi pureza de um coração a clamar
África!

Na arte e na dança consigo ver
influencia vinda de nossos pais
mãe africa vem me ensinar a dançar
seguir o ritmo do reggae nos pés

Poder, imposição, destruição
petróleo, capitalismo e escravidão
a historia mais triste a ser contada nasceu
onde haveria de ser conto de fadas

No estomago a fome é possível sentir
na pele o sol ver queimar
na desigualdade e possível tocar
e com isso doenças pegar

Salario de um paraíso não autónomo
cenário de um paraíso com donos
donos de uma riqueza quebrada
por impostos, trabalhos e capitação

Africa que foi berço do mundo
agora e berço de destruição
seria possível recomeçar?
ou não?

(Guilherme A. Moreno)




sexta-feira, 12 de junho de 2015

Outro Olhar...

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Esses dias estava sentado em minha sala relaxando com o livro de colorir ''Jardim Secreto'' e meu pai estava estava na minha frente junto a minha mãe, eles estavam  usando o computador  e discutindo a razão do inferno existir, eles viam vídeos onde as pessoas machucavam outras física e mentalmente como se não fossem pessoas e sim monstros ou ate demônios,o que me levou a refletir, onde pensamos que estamos vivendo, em um sonho? como se tudo que fizermos fosse ser esquecido no fim do dia, como se matar, roubar, e destruir fossem coisas certas e não exercessem um refletimento de culpa, as pessoas estão contaminadas pelo ódio, mais puro ódio, pois esqueceram o valor da vida, matam por nada mais que míseros pedaços de papeis coloridos, que não satisfará sua necessidade, necessidade de amor, de perdão, por isso escrevi este poema para que outras pessoas pudessem refletir sobre isto enquanto o lêem.


Outro Olhar

Era uma criança
feliz, contente com o mundo
embaixo de um pé de maracujá
apreciando as abelhas
voando.
Sob as flores
brincava na terra
escupia rios
fazia das mesmas milhões de soldados
do mamoeiro um prédio
e da grama o melhor travesseiro
o cheiro da terra 
o sol sobre os ombros
nada sabia do mundo afora
ingenuo,despreocupado
num simples jardim
encontrava o éden.
Com rabiscos escrevia
desenhava um vale
um castelo ou um avião
avoado nadava dentro da sua imaginação
embaixo da água via o sol o céu
e não via o mundo
não como ele era
e sim como deveria ser.

(Guilherme A.  Moreno)

O defeito da humanidade esta em querer ser grande e não aceitar que somos pequenos, e devemos ser menores ainda, como crianças que fazem do mundo um lugar mais alegre, e menos cruel, que dão esperança para o futuro, pois pensam no mundo como um lugar feliz e bonito, e devemos zelar para que ele seja assim.