quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Vale Seco

Vale Seco

Ó vale de flores
Rosas e jasmins
Como pode as tuas flores murcharem sem razão?
Na sua imensidão verde úmida cresce
Cresce viva e florescente mãe apaixonada
Que com leite das rosas rega os secos lábios de seu filho
Ó criança cantante
Cantas ave do campo
Com sua doce intrigante cancão
Intrigante orquestra de pianos
Cujo maestro mexe, balança seu braços ao ar
Espera voar assustada as vozes aladas
Como os anjos saciados que ascendem ao céu
Ó menino, menina solitária, e franzino que luta
Luta no campo úmido,campo de batalha
Dentro do ringue da vida
Mundana!
Justa e injusta aos olhos nossos.
Balançante
Estremece barco navegante que navega em águas agitadas!
Num tropeço, na ponta do iceberg
A ponta inicial de um cadarço
No fim da vida!?
Esperança que afunda em águas gélidas
Que se afunda no mar
De águas molhadas, salgadas
Amargas.

(Guilherme A. Moreno)

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